2,6 bilhões de pessoas vivem sem saneamento básico
Da Redação em 23 junho, 2011
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Em uma tentativa de melhorar a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas em todo o mundo, as Nações Unidas lançaram, nesta terça-feira (21/06), uma iniciativa para acelerar o progresso rumo à meta de reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso a saneamento básico.
O saneamento foi reconhecido pela ONU como um direito humano, um serviço básico necessário para se viver uma vida normal. Cerca de 2,6 bilhões de pessoas – ou metade da população do mundo em desenvolvimento – ainda não têm acesso a saneamento adequado.
O programa “Saneamento Sustentável: Cinco Anos até 2015″, foi estabelecido pela Assembleia Geral em uma resolução adotada em dezembro passado, que pediu aos Estados-Membros que redobrassem os esforços para fechar a lacuna do saneamento, um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) que os líderes mundiais se comprometeram a alcançar até 2015. A resolução também pediu o fim de esgotos abertos, a prática de saneamento mais perigosa para a saúde pública, praticada por mais de 1,1 bilhão de pessoas que não têm acesso a instalações sanitárias.
“O saneamento é uma questão sensível. É um assunto impopular. Talvez por isso a crise do saneamento não tem sido cumprida com o tipo de resposta que precisamos,” disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon durante o lançamento. “Mas isso deve mudar,” acrescentou. “É hora de colocar o saneamento e o acesso a instalações sanitárias adequadas no centro das nossas discussões sobre desenvolvimento.”
Crianças com menos de cinco anos são as mais vulneráveis à falta de higiene e saneamento inadequado, duas das principais causas da diarreia. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a doença mata pelo menos 1,2 milhão de crianças com menos de cinco anos a cada ano. “Podemos reduzir os casos de diarreia em crianças menores de cinco anos em um terço – e salvar um número incontável de vidas jovens – simplesmente através da expansão do acesso das comunidades ao saneamento,” disse o Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake.
O Presidente do Conselho Consultivo do Secretário-Geral sobre Água e Saneamento, o Príncipe de Orange, Willem-Alexander da Holanda, observou que o saneamento é sem dúvida a meta dos ODM mais esquecida e menos avançada. “Negligenciar a necessidade de banheiros adequados permite que a crise avance lentamente,” afirmou. A principal mensagem do programa é de que o saneamento é vital para a saúde, traz dignidade, igualdade e segurança, representa um bom investimento econômico e sustenta ambientes limpos, completou. Com informações da ONU.





Ivete Souza, 5 mêss atrás
Na verdade o nosso País assim como outros Países ainda possui muitas familias que vivem sem saneamento adequado principalmente aqueles considerados na linha da pobreza, parecem que foram esquecidos pelos seus governantes, e pelos direitos humanos, mas acredito que essa realidade ainda irá mudar são muitos os projetos que ainda falta sair do papel.