Código Florestal não deve ser tratado como dogma, diz Kátia Abreu
Da Redação em 29 junho, 2010
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O Código Florestal é uma questão que deve ser tratada com racionalidade e apoio da ciência, e não como dogma, religião ou reserva de mercado. A manifestação é da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, em discurso realizado na semana passada no Senado Federal.
Em seu pronunciamento, ela fez duras críticas aos defensores radicais da manutenção do atual texto do Código. Na sua avaliação, são pessoas que fogem do debate no Congresso Nacional e se consideram os únicos defensores da questão ambiental, mas não apresentam, de fato, os seus argumentos na defesa dos seus interesses, mas acusam os produtores rurais de promoveram a devastação do meio ambiente.
“Tem um pequeno grupo de pessoas que estabeleceu uma norma. Apenas eles podem discutir meio ambiente, apenas eles podem discutir Código Florestal como se fossem os únicos interessados e os únicos guardiões da questão ambiental no País. Gostaria que pudessem vir a público debater comigo, contraditar nas comissões do Senado, ponto por ponto. Quem cavalga a razão não precisa usar esporas. E nós produtores procuramos todos os dias cavalgar a razão, porque nãos somos donos da verdade”, disse a senadora.
Kátia Abreu reforçou que os produtores rurais estão entre os maiores interessados na preservação do meio ambiente para continuar produzindo, para ter lucro e fornecer alimentos seguros à população. “Humildemente, os produtores rurais do País estão procurando aprender sobre meio ambiente. Nós queremos produzir sim, continuar ajudando o País, mas com a consciência tranquila de que não estamos destruindo o bem natural, aquele que nos favorece.
Os produtores não conseguem produzir satisfatoriamente sem água, os produtores não conseguem produzir satisfatoriamente sem o equilíbrio da biodiversidade, porque, senão, as pragas e as doenças tomarão conta da nossa produção. Nós não podemos produzir em áreas degradadas, porque isso diminui a nossa produtividade e dá prejuízo ao nosso bolso”, completou a presidente da CNA.
Um dos pontos mencionados pela senadora nas discussões sobre um novo Código Florestal, cuja proposta tramita na Câmara dos Deputados, é a questão da reserva legal, área que deve ser preservada dentro da propriedade com vegetação original. Para Kátia Abreu, a ciência é que deve decidir esta questão. No entanto, ela fez questão de ressaltar que esta parte da reserva legal é uma norma existente apenas no Brasil. Atualmente, os percentuais q eu devem ser mantidos são de 80% no bioma amazônico, 35% no cerrado e 20% nas outras regiões e biomas.
“Se um produtor estiver lá na Amazônia, e tiver 10 hectares, em 8 hectares ele não pode produzir nada. Só sobram 2 hectares. Se ele estiver lá no Cerrado do meu Estado do Tocantins com 10 hectares, tem que deixar de reserva legal, 35%, ou seja, em 3 hectares e meio ele não pode produzir nada. É pouco? É muito? Nós temos que perguntar a esses produtores e também perguntar ao governo brasileiro com relação à quantidade de produção de alimentos deste País”, frisou a senadora.
Ainda sobre este ponto, ela fez um alerta em relação ao futuro da produção de alimentos no País. “Será que é justo um produtor brasileiro, que está produzindo arroz e feijão, ser penalizado porque não tem reserva legal e ser proibido de produzir nessa área e o Brasil comprar arroz das Filipinas, da China, da Índia, que nunca ouviram falar sobre o que é reserva legal, que nunca tiveram uma legislação ambiental decente? Se o Brasil quiser que reduza a produção de alimentos, nós só temos que baixar a cabeça e obedecer, mas primeiro os brasileiros precisam saber da verdade, que nós vamos diminuir a produção aqui, que vamos ter de comprar de outro País”. Com informações da assessoria da CNA.
Veja aqui a íntegra do pronunciamento.





Vladimir Magalhães, 1 ano atrás
Entrevista da Senadora revela contradições da mesma. Ao mesmo tempo que segundo esta matéria “Para Kátia Abreu, a ciência é que deve decidir esta questão”, sua bancada ruralista no Congresso nacional não permite a participação da comunidade científica para discutir as propostas que ela defende.
Esta comunidade pede e exige ser opuvida para evitar os grandes danos ambientais que a Senadora Kátia e seus colegas da bancada ruralista querem impor à população brasileira que arcará com os custos ambientais e financeiros enquanto o pequeno grupo de empresários ruralistas aumentam seus lucros inescrupulosamente.
Vide o posicionamento dos cientistas no site da UNICAMP:
http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2010/06/25/academia-pressiona-para-ser-ouvida-sobre-novo-codigo-florestal
Ou a senadora é malandra ao induzir ao leitor da sua entrevista que o projeto de mudanças no Código Florestal para diminuir sua proteção a vegetação nativa ou ela é mal informada e não sabe que foram feitas pouquíssimas audiência públicas para discutir estas propostas de mudança e onde não foram convidadas nem as mais importantes instituições de pesquisa nem respeitados especialistas em biodiversidade e ecologia do Brasil.
Eduino de Mattos, 1 ano atrás
POIS É PESSOAL “A CIÊNCIA É QUEM DEVE DECIDIR”
* TODOS ESTÃO CIENTES SOBRE A MONSANTO.
* * É ESTA A CIÊNCIA QUE A SENADORA SE REFERE ?
Eduino de Mattos
Porto Alegre RS BRASIL