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	<title>Observatório Eco</title>
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	<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:13:42 +0000</pubDate>
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		<title>Brasil em chamas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:11:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Dano ambiental]]></category>

		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo de José Renato Nalini. 
 
Este 2010 viu crescerem de forma avassaladora os focos de incêndio em todo o País. É verdade que a seca é fator agravante da situação. Os índices de umidade abaixo de 20% propiciam o surgimento de incêndios provindos de combustão natural. Esse fenômeno já suscitaria reflexões quanto aos malefícios perpetrados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Artigo de José Renato Nalini. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 200%; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 200%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #365f91; font-size: 10pt; mso-themecolor: accent1; mso-themeshade: 191;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 200%; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 200%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #365f91; font-size: 10pt; mso-themecolor: accent1; mso-themeshade: 191;">Este 2010 viu crescerem de forma avassaladora os focos de incêndio em todo o País. É verdade que a seca é fator agravante da situação. Os índices de umidade abaixo de 20% propiciam o surgimento de incêndios provindos de combustão natural. Esse fenômeno já suscitaria reflexões quanto aos malefícios perpetrados pelos homens à natureza. Por que se amplia a desertificação? Por que o regime pluviométrico já não é o rotineiro e o esperado para a atual estação?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 200%; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 200%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Mas essa é apenas uma parte da realidade. A mídia noticiou que cientistas insuspeitos constataram o início criminoso do fogo. Este começou ao lado de estradas, de rodovias, de lugares frequentados pelo homem. Indaga-se: a quem servirá a extinção da cobertura vegetal?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 200%; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 200%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">O retrocesso constatado no tratamento que o Brasil dispensa ao meio ambiente não reside apenas na principiologia proclamada na Eco-92. A leniência do Poder Público, o descaso geral reforçado pela exitosa tentativa de se mutilar e se descaracterizar o Código Florestal, tudo vai na mesma linha de desprezar o que o constituinte afirmou em 1988. Uma tutela efetiva sobre a natureza, meio ambiente elevado à categoria de bem de uso comum de todos, essencial à sadia qualidade de vida. Bem confiado ao zelo dos viventes, não apenas para propiciar saudável existência para as atuais, como – principalmente – para autorizar que sobrevivam as gerações do porvir.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 200%; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 200%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">O fogo acaba com a mata – ou com o cerrado – mas elimina a biodiversidade e a fauna silvestre. Isso está acontecendo em todas as regiões. Mesmo em zonas conurbadas, onde restam fragmentos de vegetação, os incêndios proliferam. As últimas onças, lobos, derradeiros espécimes da riquíssima primitiva fauna brasílica não têm mais onde se esconder. São apreendidos nos quintais e assustam crianças que nunca viram um animal a não ser o frango congelado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 200%; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 200%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Aviões não conseguem aterrissar ou decolar em aeroportos situados em áreas de queimada. E ainda existe quem defenda a limpeza da palha de cana-de-açúcar com aposição do fogo. Talvez venham a merecer, num futuro imprevisível, o calor daquele lugar cujo cão de guarda se chama Cérbero.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 200%; margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="line-height: 200%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">José Renato Nalini</span></em><span style="line-height: 200%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">, desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 200%; margin: 0cm 0cm 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 200%; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 200%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">(As opiniões dos artigos publicados no site <strong><em>Observatório Eco</em></strong> são de responsabilidade de seus autores.)</span></p>
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		<title>MPF investiga denúncias relacionadas ao Ibama em SP</title>
		<link>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/mpf-investiga-denuncias-relacionadas-ao-ibama-em-sp/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 12:26:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ArtigosHome1]]></category>

		<category><![CDATA[Noticias]]></category>

		<category><![CDATA[Ibama]]></category>

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		<description><![CDATA[O MPF (Ministério Público Federal) recomendou ao presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) que determine a instauração de procedimento administrativo para apuração da responsabilidade da superintendente do órgão em São Paulo e de outros funcionários, em irregularidades que teriam beneficiado pelo menos cinco empresas. Para o MPF, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">O MPF (Ministério Público Federal) recomendou ao presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) que determine a instauração de procedimento administrativo para apuração da responsabilidade da superintendente do órgão em São Paulo e de outros funcionários, em irregularidades que teriam beneficiado pelo menos cinco empresas. Para o MPF, o órgão deve analisar, inclusive, a possibilidade de afastar a superintendente enquanto durarem as apurações.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">A denúncia feita ao MPF em São Paulo provocou a abertura de inquérito civil público para apurar os fatos. Um dos casos relatados foi a desconstituição da interdição do porto de Santos por falta de licença ambiental, determinada por três fiscais do órgão no último dia 7 de julho. A interdição foi suspensa em apenas três horas pelo próprio Ibama, que afirmou que a medida administrativa foi &#8220;resultado de iniciativa isolada” dos fiscais, que foram afastados de suas funções e estão sendo investigados internamente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">Investigação</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">“Diante da notícia de tais fatos, há fortes indícios de que a atuação de Analice de Novais Pereira tem prejudicado o andamento dos processos de fiscalização em trâmite no Ibama, com práticas de perseguição de servidores e outras lesivas à transparência e à moralidade administrativa”, afirma a procuradora da república Inês Virgínia Prado Soares, autora da recomendação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">O MPF considera que há possibilidade de que Superintendente possa interferir no andamento de instrução de eventual procedimento administrativo que investigue sua conduta. Por conta disso, além da abertura de uma investigação no âmbito do Ibama, o MPF recomenda que seja analisada a possibilidade de se aplicar, no caso, o artigo 20 da lei de improbidade administrativa, que prevê a possibilidade de afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, pela autoridade judicial ou administrativa competente, para a instrução do procedimento administrativo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">O MPF pede que seja encaminhada no prazo de 10 dias, contados a partir do recebimento do documento, resposta por escrito e fundamentada acerca das providências adotadas para o cumprimento da recomendação. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span><em style="mso-bidi-font-style: normal;">Com informações do MPF.</em></span></p>
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		<title>TRF irá decidir se suspende queima da palha de cana em SP</title>
		<link>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/trf-ira-decidir-se-suspende-queima-da-palha-de-cana-em-sp/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 12:24:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Noticias]]></category>

		<category><![CDATA[Dano ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ministério Público Federal em Ribeirão Preto recorreu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região da decisão do juiz César de Moraes Sabbag, da 6ª Vara Federal local, que indeferiu o pedido de tutela antecipada em ação civil pública, para que a Justiça suspendesse imediatamente todas as licenças concedidas pela Secretaria de Estado do Meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">O Ministério Público Federal em Ribeirão Preto recorreu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região da decisão do juiz César de Moraes Sabbag, da 6ª Vara Federal local, que indeferiu o pedido de tutela antecipada em ação civil pública, para que a Justiça suspendesse imediatamente todas as licenças concedidas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo para a queima controlada da palha de cana-de-açúcar na região da subseção Judiciária de Ribeirão Preto, composta por 52 municípios. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">No recurso, o procurador da República Andrey Borges de Mendonça requer que o TRF anule todas as licenças e autorizações já expedidas pelo Estado de São Paulo, pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais) , que permitam a prática na área referida, em virtude da ausência de estudo de impacto ambiental prévio e de licenciamento com base em normas válidas, além da usurpação da atribuição federal na questão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">Ibama</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">O MPF requer ainda que, uma vez concedida a liminar reformando a decisão de primeira instância, o TRF determine, ainda, que o Ibama reconheça a sua atribuição exclusiva para efetuar o licenciamento ambiental da atividade em questão, sem perder de vista os trâmites da legislação nacional pertinente, em especial a Lei n.º 6.938/81 e a Resolução n.º 237/97, do Conama. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Caso não seja acatado o pedido anterior, o MPF sugere como alternativa que a Justiça determine ao Ibama que assuma imediatamente a atividade de licenciamento da queima da palha de cana-de-açúcar no exercício de sua competência supletiva, diante da omissão da Cetesb e do Estado de São Paulo no cumprimento da Lei citada, no que diz respeito à exigência do licenciamento devido e de prévio estudo de impacto ambiental.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">O MPF também pede que, para dar suporte à liminar, o Ibama e a Polícia Ambiental do Estado de São Paulo realizem uma campanha para a divulgação, entre os proprietários rurais da região, das novas normas para a autorização da queima controlada da palha de cana-de-açúcar na região.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">Indeferimento </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">A ação do MPF foi proposta no último dia 12 de agosto. No último dia 23 de agosto, a Justiça Federal divulgou que a 6ª Vara Federal de Ribeirão Preto indeferiu, liminarmente, os pedidos do MPF, alegando que, apesar da alta relevância da questão, a procuradoria não teria provado que as queimadas de cana-de-açúcar seriam flagrantemente ilegais ou abusivas. O juiz entende que todas as partes devem ser ouvidas antes de um pronunciamento judicial sobre a questão e que não se pode ignorar a relevância de supostos acordos firmados pelo Estado de São Paulo com os produtores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Para Mendonça, os supostos acordos são irrelevantes para o caso. “Mesmo que exista, qualquer acordo fundado na legislação do Estado de São Paulo viola frontalmente o texto constitucional e a legislação federal, causando grave dano ao meio ambiente e à população”, afirmou o procurador. Além do mais, a ação pede que só se autorize queimadas mediante estudo de impacto ambiental e que tais estudos são de atribuição do Ibama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">No recurso apresentado ao TRF-3, Mendonça ressalta a gravidade da situação ambiental na região de Ribeirão Preto para pedir a suspensão imediata das queimadas. “A urgência da medida requerida é reforçada pela constatação de que o mês de agosto é período de extrema estiagem, caracterizado pela escassez de chuvas. Assim, em face da baixa umidade relativa do ar, foi decretado estado de alerta na região de Ribeirão Preto. A baixa umidade do ar é agravada com a ocorrência de queimadas e o consequente lançamento na atmosfera de fumaça e fuligem”, afirmou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">A Subsecção Judiciária de Ribeirão Preto é composta pelos seguintes municípios: <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Altinópolis, Aramina, Barretos, Barrinha, Batatais, Bebedouro, Brodósqui, Buritizal, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Colina, Colômbia, Cravinhos, Dumont, Guaíra, Guará, Guariba, Guatapará, Ibitiúva, Igarapava, Ipuã, Ituverava, Jaborandi, Jaboticabal, Jardinópolis, Luis Antônio, Miguelópolis, Monte Alto, Monte Azul Paulista, Morro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Pirangi, Pitangueiras, Pontal, Pradópolis, Ribeirão Preto, Sales de Oliveira, Santa Cruz da Esperança, Santa Rosa do Viterbo, Santo Antônio da Alegria, São Joaquim da Barra, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho, Taiaçu, Taiuva, Taquaral, Terra Roxa, Viradouro e Vista Alegre do Alto. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Com informações do MPF.</em></span></p>
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		<title>Justiça reduz multa aplicada pelo Ibama</title>
		<link>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/justica-reduz-multa-aplicada-pelo-ibama-por-desmatamento/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 12:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ArtigosHome3]]></category>

		<category><![CDATA[Noticias]]></category>

		<category><![CDATA[Dano ambiental]]></category>

		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>

		<category><![CDATA[Ibama]]></category>

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		<description><![CDATA[A 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado da Bahia acolheu em parte autuação feite pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) contra a empresa Bahia Norte Florestal, que provocou dano ambiental ao destruir 230 hectares de floresta nativa da Mata Atlântica em suas fazendas. A multa aplicada pelo Instituto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma;">A 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado da Bahia acolheu em parte autuação feite pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) contra a empresa Bahia Norte Florestal, que provocou dano ambiental ao destruir 230 hectares de floresta nativa da Mata Atlântica em suas fazendas. A multa aplicada pelo Instituto foi reduzida para R$ 54 mil, mas a Justiça manteve a apreensão dos tratores e da madeira em toras. Desta decisão ainda cabe recurso.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma;">A empresa tentou na justiça anular os Termos de Interdição e de Apreensão, bem como multa aplicada pelo Ibama. No caso, os fiscais do Ibama constataram a destruição de 230 hectares de floresta nativa da Mata Atlântica, em estágio de regeneração, em três fazendas de propriedade da empresa. O imóvel foi embargado, e todas as atividades de desmatamento e plantio foram proibidas. Também foram apreendidos dois tratores e 3m³ de madeiras em tora, gerando uma multa de R$ 345 mil à empresa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma;">A Bahia Norte Florestal alegou que as penalidades seriam indevidas porque não realizou qualquer dano ao meio ambiente. Disse também que somente fazia a limpeza da área ocupada para implantação de nova cultura, uma vez que a vegetação já havia sido destruída pelo proprietário anterior. Para a empresa, essa atividade dispensaria autorização do órgão ambiental, conforme artigo 14 da Portaria Ibama nº 113/95, que disciplina a exploração das florestas primitivas e demais formas de vegetação arbórea nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma;">O Ibama, representado pela Procuradoria Federal no Estado da Bahia (PF/BA) e pela Procuradoria Federal Especializada, contestou. O órgão sustentou que o Decreto nº 750/93 proíbe o corte, a exploração e a supressão de vegetação em estágio de regeneração da Mata Atlântica, o que estaria acontecendo nas propriedades da empresa, conforme os laudos emitidos pelos fiscais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma;">Os procuradores argumentaram também que a empresa reconheceu a exploração quando afirmou que necessitava utilizar o solo, para o desenvolvimento de atividades agropecuárias, o que representaria infração ambiental, conforme a legislação. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Com informações da AGU.</em></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Justiça suspende ampliação de aterro em SP</title>
		<link>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/justica-suspende-ampliacao-de-aterro-em-sp/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 12:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ArtigosHome4]]></category>

		<category><![CDATA[Noticias]]></category>

		<category><![CDATA[Dano ambiental]]></category>

		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>

		<category><![CDATA[Licença Ambiental]]></category>

		<category><![CDATA[Resíduos Sólidos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.observatorioeco.com.br/?p=6231</guid>
		<description><![CDATA[O juiz Wanderley Sebastião Fernandes, da 2ª Vara Cível de Itaquaquecetuba (SP), concedeu uma liminar que suspende o procedimento de licenciamento ambiental para ampliação do aterro sanitário da cidade. A decisão também determina que em 30 dias sejam adotadas medidas para reparar os danos e recuperar a área degradada, evitando risco de agravamento da contaminação.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">O juiz Wanderley Sebastião Fernandes, da 2ª Vara Cível de Itaquaquecetuba (SP), concedeu uma liminar que suspende o procedimento de licenciamento ambiental para ampliação do aterro sanitário da cidade. A decisão também determina que em 30 dias sejam adotadas medidas para reparar os danos e recuperar a área degradada, evitando risco de agravamento da contaminação.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>A ação foi proposta pela ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) contra o Estado de São Paulo, a CETESB e a Empreiteira Pajoan Ltda. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Segundo a Associação, a empreiteira Pajoan já recebeu mais de oitenta e três multas aplicadas pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), em razão de atividades poluidoras e descaso com o meio ambiente. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Por isso, o juiz determinou que o Estado de São Paulo e a CETESB não concedam o licenciamento de expansão do depósito de lixo até que a empresa promova a descontaminação da área, realizando a recuperação integral do ambiente degradado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Para a Associação, não seria aceitável a ampliação do aterro sem prévia reparação dos danos ambientais já existentes. A entidade ressalta que o aterro está localizado na ASA do aeroporto de Guarulhos, criando um foco de atração de urubus que oferece risco de acidentes aéreos.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">A ação ajuizada pela ABRELPE tem a assessoria do escritório Felsberg e Associados, o sócio Carlos Miguel Aidar e os advogados Silvia Hossni Ribeiro do Valle e Fabricio Dorado Soler cuidam do caso. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Para Fabricio Soler, especialista em Meio Ambiente e Sustentabilidade do escritório, as irregularidades já constatadas pelo próprio órgão licenciador comprometem o licenciamento de ampliação do depósito de lixo, pois, se autorizada, a sociedade paulista corre o sério risco de assistir a perpetuação do passivo ambiental lá existente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"><span style="color: #008000;">Veja a íntegra da decisão.</span></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Despacho Proferido Autos n. 278.01.2010.009308-7 (C. 1858/10). Vistos. 1. Trata-se de ação civil pública, proposta no dia 06 de julho de 2010, pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais ABRELPE em face da Fazenda Estadual, da CETESB e da Empreiteira Pajoan Ltda. pleiteando a suspensão do licenciamento ambiental de ampliação do aterro sanitário, situado na Rua Nossa Senhora das Graças, n.º 599, Bairro Pinheirinho, Cidade de Itaquaquecetuba, sob a argumentação de que a área do aterro se encontra contaminada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>2. Em linhas gerais, a autora sustenta que, como a corré Empreiteira Pajoan já foi autuada por mais de oitenta e três vezes pela CETESB, em razão da atividade poluidora e descaso com a questão ambiental, é inconcebível aceitar a ampliação do aterro sanitário sem prévia reparação dos danos ambientais já existentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>3. Ademais, como o aterro está situado na ASA do Aeroporto de Guarulhos, em havendo implantação de atividades que constituam foco de atração de pássaros (urubus), solicita que sejam tomadas medidas, ações e obras necessárias para a recuperação total da área degradada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">4. O Ministério Público ofereceu parecer opinando pela concessão da medida liminar (fls. 173/176). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">5. Sob a argumentação de que o Ministério Público instaurou, em 09 de março de 2010, o inquérito civil público n.º 14.0300.000000.9/10-8 visando apurar irregularidades na exploração do aterro sanitário, depois de aditar a petição inicial e regularizar o pólo passivo desta relação processual, a autora trouxe cópia do ofício do Quarto Comando Aéreo Regional do Ministério da Defesa confirmando que o empreendimento está dentro da área de segurança do aeroporto internacional e não é permitido o desenvolvimento de atividades que constituam foco de atração de pássaros. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">6. Em uma primeira análise, verificando-se que o Ministério Público, em 22 de abril de 2010, nos autos do mencionado inquérito civil público, expediu ofício ao CAEX solicitando elaboração de parecer técnico acerca do EIA/RIMA apresentado pela Empreiteira Pajoan para ampliação do aterro sanitário (fls. 458), percebe-se que a própria corré CETESB, em 18 de dezembro de 2009, solicitou a realização de exame técnico municipal para a constatação se a implantação do empreendimento se encontra em área de segurança aeroportuária (ASA) e manifestação da ANAC a respeito (fls. 470). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">7. Todavia, em 25 de janeiro de 2010, por intermédio de declaração assinada pela Secretária Municipal do Meio Ambiente e Saneamento de Itaquaquecetuba, Prof.ª Selma Costa Ferreira, sinteticamente, a administração municipal informou que </span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;">nada a opor ao empreendimento ECOESPAÇO SOLUÇÕES AMBIENTAIS e seu licenciamento ambiental em curso na SMA da Empreiteira Pajoan Ltda. (fls. 672).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>8. Ao confirmar que os serviços de</span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"> descontaminação da área </span><span style="line-height: 115%; font-size: 10pt; mso-ascii-font-family: Verdana; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Calibri;"><span style="font-family: Calibri;"></span></span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;">serão reiniciados por novas empresas a serem contratadas</span><span style="line-height: 115%; font-size: 10pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Calibri;"><span style="font-family: Calibri;"></span></span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;"> (fls. 462), além de indicar os autos de infração e imposição de penalidades e multas, a bem da verdade, a própria corré CETESB confirma que a corré Pajoan descumpre as exig</span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">ências legais porque as vistorias verificaram lançamento de chorume sem tratamento em corpo d’</span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;">água, emissão de odor, manutenção inadequada das redes de drenagem de águas pluviais e de chorume, indevido recebimento de resíduos industriais, lançamento de efl</span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">uentes da lavagem de veículos, represamento do Córrego Taboãozinho, contaminação de águas subterrâneas e outras dezenas de infrações (fls. 462/466). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">9. Conforme entendimento da Câmara Especial de Direito Ambiental do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, é </span><span style="line-height: 115%; font-size: 10pt; mso-ascii-font-family: Verdana; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Calibri;"><span style="font-family: Calibri;"></span></span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;">A lamentável situação do meio ambiente no Brasil, a despeito do mais avançado tratamento constitucional do tema, deriva de leniência e de lassidão na aplicação da lei ambiental, política alicerçada sobre magnânima concepção do papel da empresa, mas</span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"> incentivadora de manutenção de práticas nefastas sobre a natureza </span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>(Agravo de Instrumento 994040277840 (3671875800), Relator Desembargador: Renato Nalini). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;">10. No caso específico, além da corré Pajoan não cumprir as exigências para a continuidade da pres</span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">tação dos serviços, por ora, percebe-se que não possui condições técnicas para pleitear, em um primeiro estudo, a ampliação do aterro sanitário de Itaquaquecetuba.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>11. Por outro lado, como a ampliação do aterro sanitário pode, eventualmente, comprometer a segurança dos vôos do aeroporto internacional de Guarulhos, não há perigo de dano para a corré Pajoan, o qual poderá, ainda, explorar o serviço sem condições de ampliar atividade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">12. A jurisprudência sobre o assunto é a seguinte: </span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;">Ação Popular Ambiental -</span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"> Implantação de aterro sanitário - Licenciamento deferido sem realização de Relatório Ambiental Prévio ou de Estudo Prévio de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental - É necessária a realização de Estudo de Impacto Ambiental para a implantação de aterro sanitário com capacidade superior a 20 ton/dia - Recurso improvido. (Agravo de Instrumento 994092625530 (9582055500), Relator: Lineu Peinado, São Paulo, Câmara Reservada ao Meio Ambiente), </span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;">AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRETENDIDA CASSAÇÃO DE LIMINAR EM </span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA SUSPENSÃO DE ATIVIDADES DE EMPRESA QUE EXPLORA ATERRO SANITÁRIO EM DESCONFORMIDADE COM AS EXIGÊNCIAS NORMATIVAS. PRESERVAÇÃO DA MEDIDA COM VISTAS À EFETIVA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. AGRAVO DESPROVIDO. MAIORIA DE VOTOS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ATERRO SANITÁRIO. DEPOSIÇÃO DE RESÍDUOS NÃO PERMITIDOS PELA LICENÇA PROVISÓRIA. CHORUME CONTAMINADOR DE CURSO DÁGUA. DEPOSIÇÃO DE RESÍDUOS À NOITE. SITUAÇÃO CONSTATADA PELAS AUTORIDADES AMBIENTAIS SEM QUE A EMPRESA ADOTASSE AS PROVIDÊNCIAS CABÍVEIS. LIMINAR EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA MANTIDA. AGRAVO DA EMPRESA DESPROVIDO. A lamentável situação do meio ambiente no Brasil, a despeito do mais avançado tratamento constitucional do tema, deriva de leniência e de lassidão na aplicação da lei ambiental, política alicerçada sobre magnânima concepção do papel da empresa, mas incentivadora de manutenção de práticas nefastas sobre a natureza, sob argumento da incompatibilidade entre desenvolvimento e preservação ecológica. (Agravo de Instrumento 994040277840 (3671875800), Relator: Renato Nalini, Câmara Especial do Meio Ambiente). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;">13. Isto posto, presentes os requisitos da fumaça do bom direito (por ora, a corré Pajoan não demonstrou possuir condições técnicas para a ampliação do aterro sanitário) e perigo da demora (</span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">eventual aprovação do licenciamento poderá causar risco de acidentes aéreos), defiro medida liminar para determinar a imediata suspensão do procedimento de licenciamento ambiental de ampliação do aterro sanitário de Itaquaquecetuba, em trâmite perante a Secretaria do Meio Ambiente (autos n.º 1676/08), além de que sejam adotadas, em 30 dias, todas as medidas, ações e obras necessárias à reparação integral dos danos e recuperação da área degradada, a fim de evitar perigo e risco de agravamento da contaminação, sob pena de multa diária arbitrada em R$ 10.000,00.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>14. Servindo esse despacho como carta precatória, citem-se as rés FAZENDA ESTADUAL e COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO </span><span style="line-height: 115%; font-size: 10pt; mso-ascii-font-family: Verdana; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Calibri;"><span style="font-family: Calibri;"></span></span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;"> CETESB, a última estabelecida na Av. Prof. Frederico Hermann Júnior, n.º</span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"> 345, Alto de Pinheiros, COMARCA DE SÃO PAULO, (CEP 05459-900), nos termos da ação proposta, conforme petição inicial, cuja cópia segue em anexo e fica fazendo parte integrante deste, cientificando-as de que, se não contestarem o pedido, no prazo de 60 dias, a contar da juntada do mandado cumprido, presumir-se-ão verdadeiros os fatos alegados pela autora, em conformidade com o artigo 285 do Código de Processo Civil. Prazo para cumprimento: 30 dias. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">15. Para tais fins, deverá a autora, em cinco dias, ainda, retirar uma cópia original deste despacho (instruindo-o com cópias processuais completas) e, diretamente, encaminhá-lo ao juízo deprecado, comprovando-se nos autos, em 05(cinco) dias, além de recolher a taxa judiciária (10 UFESPS). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">16. O silêncio será interpretado como desistência tácita da ação, nos termos do inciso VIII do artigo 267 do Código de Processo Civil. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">17. Deverá o requerente, por meio do protocolo integrado, distribuir a carta precatória, com as copias processuais pertinentes. No Estado de São Paulo, é possível a distribuição da deprecata sem a necessidade de comparecimento perante o juízo deprecado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">18. Servindo esse despacho como mandado, por oficial de justiça cite-se a corré EMPREITEIRA PAJOAN LTDA., estabelecida na Rua Nossa Senhora das Graças, n.º 599, Bairro Pinheirinho, Cidade de Itaquaquecetuba, (CEP 08589-140), nos termos da ação proposta, conforme petição inicial, cuja cópia segue em anexo e fica fazendo parte integrante deste, cientificando-a de que, se não contestar o pedido, no prazo de 15 dias, a contar da juntada do mandado cumprido, presumir-se-ão verdadeiros os fatos alegados pela autora, em conformidade com o artigo 285 do Código de Processo Civil. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">19. Deverá a autora, em 05 dias, antecipar as diligências de oficial de justiça, nos termos do § 2º do artigo 19 de Código de Processo Civil. 19. Oportunamente, ciência ao Ministério Público. Int. Itaquaquecetuba, d.s. WANDERLEY SEBASTIÃO FERNANDES Juiz de Direito.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Seminário no IEA sobre bacia amazônica</title>
		<link>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/seminario-no-iea-sobre-bacia-amazonica/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 02:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roseli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[O grupo de pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas dá início às suas atividades públicas com o seminário Manejo dos Recursos Hídricos da Bacia Amazônica, primeiro de uma série dedicada ao tema, na segunda-feira (30), às 9 horas, no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP.
O objetivo do seminário é iniciar intercâmbios e análises [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O grupo de pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas dá início às suas atividades públicas com o seminário Manejo dos Recursos Hídricos da Bacia Amazônica, primeiro de uma série dedicada ao tema, na segunda-feira (30), às 9 horas, no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP.</p>
<p>O objetivo do seminário é iniciar intercâmbios e análises sobre o atual manejo dos recursos hídricos da Amazônia. O encontro tem patrocínio da Fundação Bunge e apoio institucional da Fundação para a Pesquisa Ambiental (Fupam).</p>
<p>O seminário acontecerá no Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA. A entrada é gratuita e não há necessidade de inscrição prévia.<br />
<br />
Endereço: Rua da Reitoria, 374, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />
Contato: (11) 3091-1685,</p>
<p>O evento terá transmissão ao vivo pela internet pelo<a href="http://www.iea.usp.br/aovivo/" target="_blank"> site do IEA.</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Compensação pela emissão de gases na Copa 2014</title>
		<link>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/projeto-quer-a-compensacao-pela-emissao-de-gases-na-copa-2014/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 01:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>

		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>

		<category><![CDATA[Mudanças climáticas]]></category>

		<category><![CDATA[Projetos]]></category>

		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A Câmara Federal analisa o Projeto de Lei 7421/10, do ex-senador Expedito Júnior, que determina a neutralização, por meio de ações efetivas de compensação, das emissões de gases de efeito estufa decorrentes das atividades de planejamento, divulgação e realização dos eventos relacionados à Copa do Mundo de Futebol de 2014.
Conforme o projeto, já aprovado pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">A Câmara Federal analisa o Projeto de Lei 7421/10, do ex-senador Expedito Júnior, que determina a neutralização, por meio de ações efetivas de compensação, das emissões de gases de efeito estufa decorrentes das atividades de planejamento, divulgação e realização dos eventos relacionados à Copa do Mundo de Futebol de 2014.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Conforme o projeto, já aprovado pelo Senado, o cálculo das emissões a serem compensadas seguirá metodologia a ser aprovada pelo órgão governamental competente, conforme regulamento a ser elaborado. A compensação obedecerá a projeto do responsável pela organização do evento, aprovado pelo órgão governamental competente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Os recursos arrecadados com a comercialização dos créditos de decorrentes das ações compensatórias serão divididos igualmente entre o poder público e o responsável pelo evento, sendo que os destinados ao poder público serão aplicados na realização de campanhas educativas sobre as mudanças climáticas globais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">&#8220;O projeto cumpre um duplo objetivo. Por um lado, busca explicitar para a comunidade internacional que o País não foge às suas responsabilidades também no que se refere ao esforço planetário de combate ao aquecimento global. Por outro, sinaliza aos brasileiros a importância do assunto, associando atitudes ambientalmente sustentáveis ao esporte nacional: o futebol&#8221;, diz o autor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">O projeto tramita em caráter será analisado pelas comissões de Turismo e Desporto; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Com informações da Agência Câmara.</em></span></p>
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		<title>Proposta obriga laudo técnico para registro de agrotóxicos</title>
		<link>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/proposta-obriga-laudo-tecnico-para-registro-de-agrotoxicos/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 01:05:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ArtigosHome3]]></category>

		<category><![CDATA[Noticias]]></category>

		<category><![CDATA[Agrotóxicos]]></category>

		<category><![CDATA[Dano ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[A Câmara Federal analisa o Projeto de Lei 7490/10, do deputado Beto Faro (PT-PA), que obriga a emissão de laudo técnico para que seja autorizado o registro de agrotóxicos nos órgãos oficiais.
O documento deve comprovar que a substância atende aos requisitos legais e não causa dano ao meio ambiente e à saúde. Segundo o autor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">A Câmara Federal analisa o Projeto de Lei 7490/10, do deputado Beto Faro (PT-PA), que obriga a emissão de laudo técnico para que seja autorizado o registro de agrotóxicos nos órgãos oficiais.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">O documento deve comprovar que a substância atende aos requisitos legais e não causa dano ao meio ambiente e à saúde. Segundo o autor da proposta, a exigência de laudos não está prevista na legislação atual, apesar de se tratar de uma &#8220;determinação óbvia&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">O texto também estipula o prazo de 30 dias para que o governo cancele o registro de defensivos agrícolas considerados inadequados por organizações internacionais de saúde, alimentação ou meio ambiente. A Lei dos Agrotóxicos (Lei 7.802/89) em vigor determina apenas que o Poder Público deve tomar providências imediatas, sem determinar prazos ou sanções.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">Outro ponto que o projeto pretende incluir na lei é a determinação de que a impugnação de registro de agrotóxicos - que pode ser solicitada por partidos, associações de classe ou de defesa do meio ambiente ou do consumidor - seja acompanhada de laudo técnico assinado por, no mínimo, dois profissionais habilitados, comprovando a inadequação da substância à lei. As entidades também podem apresentar a documentação científica que fundamentou o cancelamento dos mesmos produtos em outros países.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">As mudanças, segundo Beto Faro, buscam dar eficácia aos dispositivos da Lei dos Agrotóxicos. &#8220;A lei estabeleceu salvaguardas para a população, mas esses dispositivos ou apresentam-se com redação inadequada ou com exigências inalcançáveis&#8221;, argumenta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Com informações da Agência Câmara.</em></span></p>
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		<item>
		<title>Impacto ambiental do setor de transporte é tema de relatório</title>
		<link>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/impacto-ambiental-do-setor-de-transporte-e-tema-de-relatorio/</link>
		<comments>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/impacto-ambiental-do-setor-de-transporte-e-tema-de-relatorio/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 00:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ArtigosHome4]]></category>

		<category><![CDATA[Noticias]]></category>

		<category><![CDATA[Mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho &#8220;Diagnóstico da legislação: identificação das normas com incidência em mitigação e adaptação às mudanças climáticas - Transportes&#8221;, de autoria de Paula Lavratti, Coordenadora Técnica do Projeto Direito e Mudanças Climáticas nos Países Amazônicos, e Vanêsca Buzelato Prestes, Coordenadora-Geral, apresenta dados do Brasil sobre o tema. 
Ao relacionarem as mudanças climáticas com o tema, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">O trabalho &#8220;Diagnóstico da legislação: identificação das normas com incidência em mitigação e adaptação às mudanças climáticas - Transportes&#8221;, de autoria de Paula Lavratti, Coordenadora Técnica do Projeto Direito e Mudanças Climáticas nos Países Amazônicos, e Vanêsca Buzelato Prestes, Coordenadora-Geral, apresenta dados do Brasil sobre o tema. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Ao relacionarem as mudanças climáticas com o tema, destacam que o setor de transportes tem sido apontado como a fonte emissora de gases de efeito estufa com maior e mais rápido crescimento, com cerca de 2,5% ao ano: &#8220;Isso se deve à escalada da mobilidade de bens e pessoas, fruto do processo de globalização. Se de um lado, a intensificação do comércio internacional associada aos hábitos de consumo aumentam as emissões de GEEs, de outro, a expansão urbana provoca uma maior utilização de veículos automotores&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Ainda, segundo o relatório, considerando o quadro de emissões brasileiras, os transportes ostentam 9% do total: &#8220;Tal dado é coerente com o atual contexto nacional, no qual a matriz de transporte é majoritariamente rodoviária, com 58% do total da quilometragem existente&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Com relação às normas com incidência em mitigação e/ou adaptação, dividiram a pesquisa em &#8220;Padrões de emissões atmosféricas veiculares&#8221;, &#8220;Manutenção de veículos e inspeção veicular obrigatória&#8221;, &#8220;Adição obrigatória de biocombustível à gasolina ou diesel e da qualidade dos combustíveis e incentivo à utilização de biocombustíveis&#8221;, &#8220;Controle do tráfego&#8221; e &#8220;A importância dos instrumentos de planejamento&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Concluíram que o controle das emissões atmosféricas veiculares está centrado, basicamente, na imposição de limites a substâncias prejudiciais à saúde humana, não havendo qualquer limitação específica à emissão de gases de efeito estufa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">No entanto, ainda que os GEEs não sejam especificamente regulados legislação em vigor, a redução da emissão de poluentes atmosféricos veiculares de forma geral contribui para a adaptação às mudanças climáticas, especialmente no que se refere sobre seus impactos sobre a saúde humana: &#8220;Isso porque o aumento das temperaturas - que intensifica ainda mais o efeito das ilhas de calor nas grandes cidades - prejudica a dispersão dos poluentes, contribuindo para o aumento das doenças respiratórias na população&#8221;, apontam as autoras. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt;">Controle de emissões</span></strong><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Outra conclusão importante é que a adequada manutenção dos veículos e a exigência de inspeção veicular obrigatória pelo Poder Público são medidas complementares ao controle de emissões: &#8220;O veículo ou motociclo que recebe manutenção periódica, e em observância às especificações indicadas pelo fabricante, emite menos poluentes e não consome combustível em excesso, contribuindo, assim, para que não haja emissões de gases de efeito estufa acima do patamar esperado&#8221;. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">As normas que fixam a obrigatoriedade de adição de um percentual determinado de biocombustível - álcool ou biodiesel - à gasolina e diesel, respectivamente, com o objetivo de reduzir a quantidade de combustíveis fósseis utilizados, diminuindo as emissões de gases de efeito estufa geradas com a sua queima, incidem na mitigação das mudanças climáticas, conclui a pesquisa. Da mesma forma, encontram-se as normas que incentivam a utilização de biocombustível. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Identificou-se, ainda, com incidência em mitigação, todas as normas que visam a controlar o tráfego, na medida em que, ao reduzir congestionamentos, diminuem o consumo e combustíveis, e, consequentemente, seus efeitos sobre as emissões de GEEs.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;">Para as autoras, o próprio planejamento urbano está intimamente relacionado com o tema: &#8220;A opção por cidades mais ou menos compactas, a definição da capacidade das vias de circulação, para fins de tráfego, bem como o estudo a localização do traçado, levando-se em conta critérios de drenagem pluvial e áreas de risco, são exemplos que refletem a imprescindibilidade da inserção da variável climática na estruturação das cidades&#8221;. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Com informações da assessoria.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt;"></span></p>
<p><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"><a href="http://www.observatorioeco.com.br/wp-content/uploads/up/2010/08/diagnostico-sobre-mudanaas-climaticas-e-transportes.pdf" target="_blank">Acesse aqui </a>o relatório na íntegra.</span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>STJ confirma isenção de ITR sobre reserva legal voluntária</title>
		<link>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/stj-confirma-isencao-de-itr-sobre-reserva-legal-voluntaria/</link>
		<comments>http://www.observatorioeco.com.br/index.php/stj-confirma-isencao-de-itr-sobre-reserva-legal-voluntaria/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 00:43:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roseli Ribeiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ArtigosHome2]]></category>

		<category><![CDATA[Noticias]]></category>

		<category><![CDATA[Direito tributário ambiental]]></category>

		<category><![CDATA[Reserva Legal Florestal]]></category>

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		<description><![CDATA[A Segunda Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) não acolheu recurso especial interposto pela Fazenda Nacional que pretendia cobrar o ITR (imposto territorial rural) de um contribuinte que ampliou voluntariamente a área de reserva legal de sua propriedade.  Para a Turma, a área gravada voluntariamente pelo contribuinte como de utilização limitada, reserva legal, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #336600; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A Segunda Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) não acolheu recurso especial interposto pela Fazenda Nacional que pretendia cobrar o ITR (imposto territorial rural) de um contribuinte que ampliou voluntariamente a área de reserva legal de sua propriedade. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Para a Turma, a área gravada voluntariamente pelo contribuinte como de utilização limitada, reserva legal, e que excede o percentual mínimo exigido pela lei deve ser considerada isenta para fins de apuração do ITR no exercício 2000.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A decisão proferida pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) reconhecia a isenção ao pagamento do ITR, para a área ampliada da reserva legal. Inconformada a Fazenda Nacional recorreu ao STJ argumentando que o Código Florestal (Lei 4.771⁄65) não permite de qualquer modo que os particulares estipulem o tamanho das reservas legais de cada propriedade.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A União também argumentou que <span style="mso-bidi-font-style: italic;">o ITR é um tributo utilizado com fins extrafiscais e se destina justamente a incentivar o uso racional da propriedade imobiliária rural. “Quando inexiste utilização, cabe é aumentar o ITR e não isentá-lo, sob o artificioso argumento de que o proprietário está colaborando com a preservação ambiental por escolha própria ao não dar qualquer utilização ao seu imóvel”, disse.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-style: italic;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-style: italic;">Esse entendimento, porém, não prevaleceu. De acordo com a relatora, ministra Eliana Calmon, a área da reserva legal superior ao limite mínimo estipulado pela lei local é “</span><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">válida em atenção aos princípios protetivos do Meio Ambiente e ante a função indutora do Direito tributário moderno”. E completa adiante, “é o que se convencionou chamar de Direito tributário ambiental, que por intermédio da tributação visa fomentar condutas protetoras do meio ambiente ou recrudescer a taxação de condutas lesivas ao equilíbrio ambiental”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Segundo a ministra, o ITR tem nítida função extrafiscal, pela qual se busca evitar a concentração de grandes propriedades improdutivas, descumprindo a função social e viabilizando o desenvolvimento econômico e social da comunidade. Para a relatora, o imposto assume sua função extrafiscal ambiental, como modalidade indutora de respeito aos princípios de Direito Ambiental. Eliana Calmon buscou apoio doutrinário de Paulo Henrique do Amaral que afirma que o “caráter extrafiscal prevalece na tributação ambiental, pois seu escopo é estimular condutas não poluidoras e coibir as agressoras ao meio ambiente, ficando a natureza arrecadatória em um plano secundário”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">No mesmo sentido o entendimento de Susana Bokobo Moiche, que ao definir tributo ambiental, ressalta que &#8220;os tributos ambientais serão as prestações pecuniárias exigidas por um ente público com a finalidade principal de produzir efeitos de conservação, reparação, melhoria e, em geral, proteção do meio ambiente. Essa a sua finalidade principal, entretanto, não há que se esquecer que nunca estará ausente sua finalidade arrecadadora”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Ao reconhecer o direito à isenção do ITR, a Segunda Turma ressaltou nos autos o laudo do IBAMA⁄SC atestando a existência da reserva legal acima do limite legal e a possibilidade de extensão por ato voluntário do limite mínimo de área de reserva legal. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A decisão unânime manteve o acórdão do Tribunal Federal e rejeitou o recurso especial da Fazenda Nacional. Participaram do julgamento os ministros Castro Meira, Humberto Martins, Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Resp 1.158.999.</span></em></p>
]]></content:encoded>
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