Impactos ambientais do pré-sal são uma incógnita

em 12 novembro, 2009


Por estar em fase exploratória e de reconhecimento das condições geológicas, ainda não é possível dimensionar os impactos ambientais decorrentes da exploração de petróleo da área do pré-sal, afirmou a gerente-geral de segurança, saúde e meio ambiente da Petrobras, Beatriz Espinosa, na audiência pública, para debater o tema, realizada, nesta quinta-feira (12/11), na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

 

Espinosa enfatizou a posição da empresa de minimizar as emissões de dióxido de carbono (CO2) em razão da extração do petróleo, concentrando esforços no desenvolvimento de tecnologias “que não ventilem o dióxido de carbono, associado ao gás natural produzido”. A Petrobras deverá utilizar o modelo de reinjeção do CO2 para sequestro e armazenamento de carbono nos campos de exploração, e com o objetivo de aumentar a produtividade do petróleo extraído.

 

A representante da Petrobras e técnicos do Governo enfatizaram que a exploração do petróleo da camada do pré-sal não deverá afetar o compromisso brasileiro de reduzir suas emissões de carbono.

 

Para Sérgio Cortizo, especialista da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, as medidas adotadas pela Petrobras se concentram na extração, “o que é um problema marginal”. A grande questão, segundo ele, é a emissão de gases decorrente da queima. “O desafio é global e nós não podemos mais evitar a responsabilidade compartilhada também pela queima de combustíveis fósseis”. Em sua fala, Espinosa afirmou que a Petrobras não pode se responsabilizar  pelo efeitos ambientais do uso do petróleo extraído da camada pré-sal, que será em grande parte voltado para exportação.

 

Na opinião do deputado Luiz Carreira (DEM/BA), outro ponto que precisa ser conhecido é o quanto o país já tem previsão de dispor em recursos para ações de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. “Os ministérios precisam fazer um inventário disso. Pois a verdade é que não sabemos de fato o quanto se tem”. Os debatedores, representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia, das Minas e Energia e do Meio Ambiente, concordaram com a necessidade de definir melhor a destinação dos recursos.

 

A importância de reflorestamento de áreas desmatadas e degradadas foi ponto de discordância entre os deputados Antonio Feijão (PTC-AP) e Fernando Gabeira (PV-RJ), para quem “minimizar o reflorestamento é música para os desmatadores”. O deputado Feijão reiterou que defende a proteção da floresta mas denuncia uma visão “míope” que desconsidera a realidade social da região que se tornou “uma prenda” a ser apresentada à opinião pública internacional nos foruns temáticos.

 

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Roberto Rocha (PSDB MA), autor de um dos requerimentos para a realização da audiência, viu no debate a tendência do Brasil ser mais criticado por expandir sua produção de petróleo e parecer que negligência os impactos climáticos. “Evidente que o Brasil vai sofrer críticas, mas é assim mesmo, o país está em fase de desenvolvimento, está crescendo, precisa dessa oferta porque tem demanda. O que devemos é equilibrar isso com outras medidas, promover o desenvolvimento da forma mais sustentável possível”, afirmou. Com informações da Comissão e Agência Câmara.

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6 Comentarios

  1. jose augusto Perin, 1 ano atrás

    Não sera uma aberração, desafio perante a sociedade mundial que esta em busca de fontes de energias renovaveis para uso, devido menor impacto ambiental, e o Brasil inciar exploraçao do pré sal.

  2. stefanie de almeida, 1 ano atrás

    O que a petrobras faz para melhoria do gas que ela libera toda hora todos os dias, sera que pode se disse que tem melhoria quando na verdade nao tem… tira do meio ambiente e facil o dificil e devolver..

  3. washington, 1 ano atrás

    os impactos ambientais sao em relação a o que sera mudado no espaço natural e que consequentimente atinjerá as formas de vida localizadas proximas a região a ser explorada diferente de poluição, mudança da composição química.

  4. Giuliana, 1 ano atrás

    “Em sua fala, Espinosa afirmou que a Petrobras não pode se responsabilizar pelo efeitos ambientais do uso do petróleo extraído da camada pré-sal, que será em grande parte voltado para exportação.” Achei meio egoísta esse comentário… A Petrobras terá SIM responsabilidades pelos efeitos ambientais, pois quem cederá a matéria-prima para isto acontecer, será eles.

  5. Benedito Elói de Freitas, 1 ano atrás

    A questão do meio ambiente não pode apenas agora estar na preocupação das autoridades, mas já a muito tempo quando começou-se a explorar petróleo quer em meios terrestres ou submarinos, já se deveria pensar na queima dos derivados que são monóxidos de carbono e levados para a atmosfera produzem o feito estufa e consequentemente à camada de ozônio. O que as autoridades tem que ir mais além é o dispositivo na saída da queima dos veículos e de outros objetos queimadores, para neutralizar a saída para a atmosfera.

  6. Nicole, 8 mêss atrás

    Eu achei ótimo esse site,além de trazer conhecimento traz também a realidade do nosso pais,amei.


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