Minc quer royalties do pré-sal para o Meio Ambiente

em 30 agosto, 2009


O

 ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu que uma parcela dos royalties provenientes da exploração de petróleo na camada pré-sal seja aplicada em questões ambientais. Segundo ele, parte dos recursos precisa ser investida, por exemplo, no processo conhecido como captura e estocagem do carbono.

 

De acordo com Minc, “os poços de pré-sal emitem, em média, de três a quatro vezes mais gás carbônico do que os poços do pós-sal”. E completou “é preciso usar uma parcela dos recursos para prevenir que essa riqueza não vá explodir nossas emissões de carbono afetando nossas metas de mudanças climáticas”, disse o ministro.

 

Ele lembrou que pesquisas nesse sentido vêm sendo desenvolvidas em diversos países há pelo menos dez anos e que a Petrobras, em parceria com universidades brasileiras, também estuda a questão há cerca de oito anos. Minc voltou a defender tratamento diferenciado para os estados produtores de petróleo na partilha dos royalties, em função do risco que correm no caso de acidentes ambientais.

 

“O governo [federal] tem legitimidade para querer que esses recursos extraordinários sejam usados de forma estratégica para o país como um todo, para reduzir desigualdades, investir na educação e na ciência e tecnologia, mas acho que tem que ter tratamento diferenciado entre os estados, garantindo uma parcela mais forte para os produtores. Afinal, são eles que arcam com os custos de possíveis acidentes. Mesmo com toda a tecnologia de prevenção, eles não são totalmente descartados. Se houver derramamento, não vai acontecer em Rondônia, mas na Baía de Guanabara, na Bacia de Campos, de Macaé ou em alguma área do Espírito Santo”, argumentou.

 

Carlos Minc destacou mais uma vez que os recursos provenientes dos royalties do petróleo, no Rio de Janeiro, contribuíram para obras de recuperação da Baía de Guanabara e da Lagoa de Jacarepaguá. A decisão final sobre a política de royalties caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve apresentar os detalhes do marco regulatório, nesta segunda-feira (31/08). Com informações da Agência Brasil.

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2 Comentarios

  1. Suely, 2 anos atrás

    boa noite,

    pagar a conta efetivamente ninguém quer.
    a repercussão política do “pré-sal” é grande e tenta tornar obscura e irrelevante tudo o mais que vem junto.

  2. D GOMES, 2 anos atrás

    Talvez alguém queira o dinheiro dos royalties também para comprar maconha.

    Um absurdo!


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