MPF quer maior rigor no tratamento de resíduos hospitalares

em 28 fevereiro, 2010


Recomendação feita pelo MPF (Ministério Público Federal) em Volta Redonda (RJ) quer que seja dado tratamento adequado ao lixo e resíduos hospitalares. A exigência é direcionada a 8 hospitais da cidade e também se aplica ao Inea (Instituto Estadual de Ambiente) e à Vigilância Sanitária Estadual e Municipal que deverão adotar medidas emergenciais de controle e fiscalização.

 

O representante de cada hospital, o presidente do Inea e os diretores dos órgãos de Vigilância Sanitária Estadual e Municipal de Volta Redonda têm 20 dias para informar se vão ou não acatar a recomendação. A ausência de uma resposta implicará na adoção das medidas judiciais cabíveis. 

 

Na recomendação, o MPF pede que o Inea exija o licenciamento ambiental das atividades desenvolvidas pelos hospitais e que os órgãos de vigilância Sanitária Estadual e Municipal fiscalizem o seu cumprimento. os hospitais devem obedecer as  regras de tratamento aos resíduos hospitalares fixadas pelo Conama e Anvisa.

 

A recomendação partiu de uma apuração do MP Federal e de vistorias do Inea em vários hospitais da região onde foi constatado, por exemplo, a falta de tratamento e sistema de desinfecção dos resíduos gerados nas unidades. Geralmente os efluentes eram despejados in natura no Rio Paraíba do Sul e em aterros sanitários sem qualquer adequação às normas ambientais e sanitárias. Todos os hospitais vistoriados também funcionavam sem licença ambiental.

 

A não exigência de licenciamento sem dúvida tem estimulado os hospitais a não providenciarem as estações de tratamento de esgoto e os programas de gestão dos resíduos hospitalares, providências sem quais não poderiam sequer funcionar afirma o procurador da República Rodrigo da Costa Lines.

 

A recomendação foi enviada para os seguintes hospitais: Hospital Vita Volta Redonda, Conmedh Convênios Hospitalares, Hospital Municipal do Retiro, Casa de Saúde São José, Casa de Saúde de Volta Redonda, Hospital São João Batista, Hospital Infantil e Maternidade Jardim Amália e Hospital evangélico Regional. Com informações do MPF.

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