ONG gaúcha se mobiliza na defesa do Código Florestal

em 4 julho, 2010


O CEA (Centro de Estudos Ambientais), a primeira organização ecológica não governamental do sul do Rio Grande do Sul, apresentou proposta no CNZU (Comitê Nacional de Zonas Úmidas) para que este se manifestasse pela defesa do Código Florestal, em razão das ameaças a esse importante marco legal ambiental brasileiro, especialmente no que tange ao projeto de lei que tramita no Congresso Nacional, o qual busca acabar ou reduzir os seus principais mecanismos de tutela ambiental, como as Áreas de Preservação Permanente e as Reservas Legais.

 

O Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU) é um órgão colegiado, composto por representantes da coletividade e Poder Público, entre eles, o Ministério das Relações Exteriores; Ministro de Estado do Meio Ambiente; Agência Nacional de Águas – ANA; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA; Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente – ABEMA; dos sítios brasileiros incluídos na Lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional, como o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no RS; da Convenção da Diversidade Biológica; da Confederação Nacional da Agricultura – CNA; da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC; e do Fórum Brasileiro de Organizações Não-Governamentais e Movimentos Sociais para Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBOMS).

 

Dessa forma, o CNZU, considerando, entre outras questões, sua preocupação quanto à “integridade das zonas úmidas diante da possibilidade de mudanças no código Florestal”, se pronunciou no sentido de que a “atual proteção legal das Zonas Úmidas, especialmente previstas no Código Florestal Brasileiro, não seja objeto de flexibilização que resulte em seu retrocesso”.

 

Para o professor de Direito Ambiental, Antonio Soler, e representante do CEA/FBOMS no CNZU, essa foi uma “relevante manifestação de um representativo colegiado ambiental de âmbito nacional, com articulações internacionais, que demonstra sua preocupação diante do grave retrocesso legal que paira sobre a lei ambiental brasileira, por interesses que desprezam a importância ecológica dos banhados e sua atual tutela jurídica”. Com informações do CEA.

Assuntos relacionados

Câmara deve votar projeto do Código Florestal em maio
Prazo para debater o Código Florestal deveria ser maior
Câmara pode votar o Código Florestal nesta semana
É fixada nova data para a votação do Código Florestal
Código Florestal: mudanças prejudiciais ou benéficas?



Deixe um comentário