ONGs querem criar RPPNs corporativas no Brasil
Da Redação em 8 agosto, 2010
Tuite
O Instituto Ecofuturo, criado no Brasil em 1999, está lançando, em parceria com a organização não governamental internacional The Nature Conservancy (TNC), o Programa de Incentivo à Criação de Reservas Corporativas.
A iniciativa visa a estimular as empresas brasileiras a criarem áreas protegidas em terras privadas, dentro do conceito das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), reconhecidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). Com isso, as empresas assumem o compromisso de conservar a natureza, garantindo sua proteção.
A coordenadora de Terras Privadas da TNC, Giovana Baggio de Bruns, informou à Agência Brasil que “além da isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) da área, a empresa está trazendo a conservação daquele remanescente de área natural, seja na Mata Atlântica, no Cerrado, na Caatinga, em todos os biomas”.
Cada RPPN tem um plano de manejo que pode envolver a comunidade do entorno. “Vai depender de cada proprietário da terra, explicou Giovana. É importante que no plano de gestão dessa área, o proprietário faça algo que insira a comunidade, porque o primeiro objetivo da RPPN é a conservação. O fim comunitário depende de cada caso”.
A experiência de mais de dez anos do Instituto Ecofuturo na gestão do Parque das Neblinas (SP) e de projetos socioambientais servirá de apoio às empresas privadas que quiserem participar do programa, mostrando como administrar uma área de RPPN. “Que não seja apenas uma área de preservação. Ela pode até ser autosustentável no futuro, recebendo visitantes, por exemplo”, disse Giovana.
O analista de projetos ambientais do Ecofuturo, Diego Gonzáles, destacou que o programa de incentivo é gratuito e de adesão voluntária. As companhias participantes ganham destaque no portal do instituto. Além disso, funcionários designados pelas empresas participarão do Programa de Vivência do Ecofuturo, visitando a reserva do Parque das Neblinas para acompanhar a operação na área. Técnicos do instituto podem visitar também as empresas para indicar o potencial da reserva para visitação, pesquisa ou manejo. Com informações da Agência Brasil.





D GOMES, 1 ano atrás
No’s, brasileiros estamos perdidos, pois as ONGs. invadiram o nosso País e estão nos impondo c9ondiçoes criadas em países ricos para neutralizar o nosso desenvolvimento, uma vez que eles notaram que o Brasil está prestes a crescer.
Fico indignado que o povo e o governo está coloborando com eles e não se interessando por problemas internos que esta invasão poderá nos causar.
70% do Brasil já é selva, mas a Ongs. nunca estão satisfeitas.
Onde nós vamos parar quando não tivermos condições de produzir o suficiente para todos porque as nossas terras foram neutralizadas?
Mauricio Alves, 1 ano atrás
A obtenção de bons resultados depende da educação e de estímulos financeiros aos proprietários. É bonito exigir aos atuais proprietários a manutenção de reserva legal. Contudo, não pode, nem deve ser complementada com essências alienígenas, como é o caso do eucalipto e do pinus. Sob essas florestas (?) artificiais está quebrado o eco-sistema. Nada vinga debaixo delas, nem o pardal. Não há vida, apenas um silêncio sepucral. Qualquer um pode constatar, pois não é preciso ser especialista na matéria para observar.
As reservas legais devem ser remuneradas ao invés de cobrança e perseguição. Afinal, a premiação nesse sentido tornaria orgulhoso o mísero e sacrificado agricultor, que contribui para a manutenção das fontes hídricas, sem estímulo e, ainda, fornece águas límpidas às empresas exploradoras, sem nenhuma participação financeira ou de qualquer outro gênero.