Presidente da Conferência do Clima pede transparência

em 13 dezembro, 2009


Na reunião geral das 192 nações, que participam da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada neste sábado (12/12), em Copenhague, os principais emissores históricos de gases que provocam o efeito estufa criticaram o rascunho, apresentado pelo grupo de trabalho que tenta buscar um acordo até o fim da próxima semana.

 

A presidente da Conferência, Connie Hedegaard, pediu que as discussões sejam transparentes na reta final da negociação. “As sugestões são boas. É importante que o texto final tenha transparência. Existem ainda muitas sugestões e preocupações em aberto”, admitiu.

 

Queixa dos ricos

 

As críticas foram formalizadas pela União Europeia, Japão e Canadá. A principal queixa é sobre o capítulo que trata da redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa nas grandes nações em desenvolvimento, entre elas a China, a Índia e o Brasil.

 

Os países ricos buscam dos países em desenvolvimento uma meta para reduzir as emissões futuras de CO2, enquanto os países do G77 e a China aceitam assumir compromissos voluntários de diminuição, conforme está proposto no protocolo de Quioto.

 

Segundo o rascunho, que está em negociação, os países em desenvolvimento “devem” adotar medidas de mitigação, mas “poderão” ser submetidos à meta de frear as emissões até 2020, num patamar ainda não definido, que varia entre 15% e 30%. Já as nações desenvolvidas têm como meta, reafirmada no documento, reduzir as emissões, comparando com o nível de 1990, entre 25% e 40%, dentro de 11 anos.

 

Outro ponto que dificulta um acordo é o financiamento de longo prazo para combater o aquecimento global, que sequer foi mencionado no rascunho apresentado ontem. Um avanço, no entanto, foi a aprovação dos países produtores de petróleo, como a Arábia Saudita, que aplaudiram o esboço como “um bom documento para ser trabalhado”.

 

A delegação do Brasil reafirmou o apoio ao rascunho, que teve como um dos principais redatores o embaixador Luis Alberto Figueiredo. No entanto, a diplomacia brasileira espera avanços na negociação para criar fórmulas de adaptação das economias pobres às novas tecnologias para desenvolver ações contra o aquecimento global. Com informações da Agência Brasil.

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