PF prende 70 pessoas por fraudes e retirada ilegal de madeira
Da Redação em 21 maio, 2010
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A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira, (21/05), em caráter preventivo, cerca de 70 pessoas acusadas de participarem de um esquema que fraudava autorizações de desmatamento e de retirada ilegal de madeira de áreas públicas e de proteção ambiental.
O grupo também forjava a documentação necessária para que serrarias e madeireiras envolvidas no golpe pudessem transportar, processar e comercializar os produtos florestais ilegais.
A PF estima que o valor mínimo dos danos ambientais chegue a R$ 900 milhões, cálculo detalhado em quase uma centena de laudos periciais feito pelo setor técnico-científico da PF em Mato Grosso e que permitiu à Justiça Federal decretar o sequestro e a indisponibilidade dos bens dos 91 acusados.
Além de madeireiros e proprietários rurais foram presos o ex-conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, que deixou o tribunal em dezembro de 2007, e seu filho, ainda funcionário efetivo da área técnica do órgão.
Também foram detidos assessores do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva, e sua mulher, Janete Riva. Agentes da PF continuam executando os outros 21 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Mato Grosso. Um balanço da Operação Jurupari – uma referência ao personagem que, segundo a lenda tupi, é a entidade enviada pelo Sol para reformar a Terra e fazer valer as leis – será divulgado depois.
Segundo a assessoria da PF, a operação é o resultado de cerca de dois anos de investigação, período durante o qual foram constatadas irregularidades praticadas em pelo menos 68 empreendimentos e propriedades rurais por servidores da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) e de outros órgãos de governo, por engenheiros e fazendeiros. De acordo com a PF, a maior parte dos acusados fazia movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados à Receita Federal.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de formação de quadrilha; corrupção ativa e passiva; furto; grilagem de terras; falsidade ideológica; inserção de dados falsos em sistema de informática, além de diversos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Com informações da Agência Brasil.




